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Calculadoras financeiras para Portugal

Quanto custa um trabalhador à empresa

O salário bruto é só uma parte da conta. Vê o custo total anual e mensal, encargo a encargo.

Dados do posto de trabalho

€
Subsídio de alimentação
€
%

Sobre o salário anual.

€/mês

Custo total para a empresa

—

—

Segurança Social patronal
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Custo por euro de salário
—

    Fonte:Segurança Social — taxas contributivasreferência: 202623,75 % de contribuição patronal

    Porque é que o custo é sempre maior do que o salário

    Quando alguém diz «ganho 1 500 €», está a falar de salário bruto mensal. A empresa paga bastante mais, por três razões que se somam:

    1. São 14 salários, não 12. Os subsídios de férias e de Natal são remuneração, não um prémio.
    2. Contribuição patronal de 23,75 % sobre os 14 salários e sobre a parte tributável do subsídio de alimentação.
    3. Subsídio de alimentação e seguro de acidentes de trabalho, que se somam ao salário sem aparecerem no recibo como remuneração base.

    Um exemplo com números

    Salário bruto de 1 500 €, subsídio de alimentação de 6 € em dinheiro durante 22 dias e seguro de acidentes de 1 %:

    • Salários: 14 × 1 500 € = 21 000 €
    • Subsídio de alimentação: 132 € × 11 meses = 1 452 €
    • Segurança Social patronal: 23,75 % × 21 000 € = 4 987,50 €
    • Seguro de acidentes: 1 % × 21 000 € = 210 €
    • Total: 27 649,50 € por ano, ou cerca de 2 304 € por mês

    Ou seja: o custo é 1,32 € por cada euro de salário bruto. Num salário de 1 500 €, a empresa gasta cerca de 2 304 € por mês — e o trabalhador recebe cerca de 1 299 € líquidos, já com subsídio de alimentação.

    O que entra e o que não entra nesta conta

    Entram: salários, subsídios, alimentação, TSU patronal e seguro de acidentes. Não entram: formação obrigatória, medicina no trabalho, equipamento, recrutamento, e eventuais compensações previstas em contratos coletivos. Para esses casos há o campo «outros encargos».

    Também não entra o custo de substituição em caso de ausência, nem o custo de produtividade — que, em muitas funções, é maior do que o custo salarial.

    Para que serve este número

    Para negociar. Se estás a contratar, o orçamento tem de ser pensado no custo total, não no bruto. Se estás a ser contratado, o número explica porque é que o empregador resiste a subir 100 € no bruto: para ele são cerca de 160 € por mês, 2 240 € por ano.

    E serve para comparar propostas: um emprego com 1 600 € sem subsídio de alimentação pode custar à empresa menos do que um com 1 500 € e 8 € de alimentação por dia.

    Do custo anual ao custo por hora

    Para decidir se um projeto compensa, o número que interessa é o custo por hora. Divide-se o custo anual pelo número de horas efetivamente disponíveis — não pelas 52 semanas teóricas.

    Com 40 horas por semana, o ano tem 2 080 horas. Mas descontando 22 dias úteis de férias (176 horas) e cerca de 14 feriados (112 horas), sobram aproximadamente 1 792 horas de trabalho. Um custo anual de 27 649,50 € dá cerca de 15,43 € por hora.

    É este valor que deve entrar num orçamento de serviços, não o salário mensal dividido por 160. A diferença entre os dois é de quase 60 %, e é a razão pela qual muitos independentes orçamentam abaixo do custo real.

    Há ainda um custo que não aparece em nenhuma folha de cálculo: a rotatividade. Substituir alguém custa recrutamento, integração e produtividade perdida durante meses. Um salário 200 € abaixo do mercado poupa 2 800 € por ano em custo salarial, mas pode custar bastante mais se a pessoa sair ao fim de seis meses.

    Erros comuns

    • Multiplicar o bruto por 12. São 14 pagamentos por ano.
    • Esquecer a TSU sobre os subsídios. A contribuição incide sobre os 14 meses, não sobre 12.
    • Ignorar o subsídio de alimentação. Pode valer mais de 1 400 € por ano e é custo real.
    • Assumir que o seguro é fixo. Depende da atividade e da sinistralidade; em setores de risco pode ultrapassar 3 %.

    Perguntas frequentes

    Porque é que o custo é muito maior do que o salário bruto?

    Porque a empresa paga 14 salários por ano (12 mais subsídios de férias e Natal) e acrescenta 23,75 % de contribuição para a Segurança Social sobre esses 14 meses. Só aqui o custo já é cerca de 34 % acima do salário mensal.

    O subsídio de alimentação paga Segurança Social?

    Só a parte que excede o limite legal. Em dinheiro, até 6,15 € por dia está isento; em cartão, até 10,46 €. Acima disso, o excedente paga contribuição patronal e do trabalhador.

    O seguro de acidentes de trabalho é obrigatório?

    Sim, é obrigatório por lei. O valor depende da atividade, do número de trabalhadores e da sinistralidade da empresa, e é negociado com a seguradora. Por isso a taxa é um campo que introduces, não um valor fixo do simulador.

    Existem outros encargos além destes?

    Podem existir: formação obrigatória, medicina no trabalho, equipamento de proteção, fundo de compensação em alguns contratos mais recentes, e o custo de recrutamento. O campo «outros encargos» serve para os incluíres.

    Este valor serve para negociar um salário?

    Sim. Quando negociais um bruto com um candidato, o que sai da conta da empresa é este valor. É a diferença entre pensar «1 500 € por mês» e «cerca de 2 300 € por mês, todos os meses, mais subsídios de alimentação».

    O custo inclui o salário líquido do trabalhador?

    Não. O trabalhador recebe o líquido depois de 11 % de Segurança Social e da retenção de IRS. A calculadora de salário líquido mostra esse lado; esta mostra o lado da empresa.

    Fontes

    TSU patronal de 23,75 % para entidades com fins lucrativos. IPSS: 22,30 %.

    Resultado indicativo.Não substitui aconselhamento profissional. Confirma sempre os valores nas fontes oficiais indicadas nesta página antes de tomar qualquer decisão.

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