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Calculadoras financeiras para Portugal

Calculadora de IVA 2026

Adiciona IVA a um valor sem imposto ou retira-o de um preço final, com as taxas do continente, da Madeira e dos Açores.

Dados

€

Total com IVA

—

—

Base tributável
—
Valor do IVA
—

Fonte:Código do IVA, artigo 18.ºreferência: taxas 2026aplicáveis por região

Taxas de IVA em 2026

O IVA é um imposto sobre o consumo e está incluído no preço final de quase tudo o que compras. Em Portugal continental há três taxas — reduzida, intermédia e normal — e as regiões autónomas têm valores próprios.

Taxas de IVA por região em 2026
RegiãoReduzidaIntermédiaNormal
Continente6 %13 %23 %
Madeira5 %12 %22 %
Açores4 %9 %16 %

Adicionar ou retirar IVA: a diferença que engana muita gente

Se tens um valor sem imposto (a base), adicionar IVA é simples: multiplicas pela taxa e somas. Se tens o preço final com IVA e queres saber quanto é imposto, o cálculo é diferente — divides por 1 + taxa, não subtrais a taxa.

Num exemplo com 23 %: 100 € de base dão 123 € com IVA. No sentido inverso, 123 € dão 100 € de base e 23 € de imposto. Se subtraísses 23 % a 123 €, obterias 94,71 € — um erro de 5,29 € que se repete em todas as faturas.

Quando se aplica cada taxa

A taxa normal aplica-se à generalidade dos bens e serviços. A taxa intermédia cobre um conjunto específico de bens — como certos produtos alimentares transformados e serviços de restauração — e a reduzida abrange bens essenciais, livros, jornais, medicamentos e alguns serviços. A lista exata está nas tabelas anexas ao Código do IVA e não é intuitiva: o mesmo produto pode mudar de taxa consoante a apresentação.

Para uma empresa, escolher a taxa errada tem consequências: faturas emitidas com IVA a menos obrigam a corrigir e podem gerar juros; a mais encarecem o produto sem benefício para ninguém.

IVA para trabalhadores independentes

Quem presta serviços a título independente cobra IVA aos clientes, salvo se estiver abrangido por um regime de isenção. O imposto cobrado não é receita: é entregue ao Estado periodicamente (trimestralmente, na maioria dos casos), depois de deduzido o IVA suportado em despesas com direito a dedução.

Isto significa que o preço que negociais deve ser pensado com o IVA incluído ou explicitamente sem ele. Um erro comum é combinar um valor «limpo» e descobrir depois que o cliente esperava que o imposto estivesse incluído.

O que tem de constar numa fatura com IVA

Uma fatura não é um recibo: é o documento que suporta o imposto. Para ser válida, tem de identificar quem vende e quem compra (com NIF), descrever o bem ou serviço, indicar a data e o número sequencial, e apresentar o imposto de forma separada.

  • Base tributável — o valor sem imposto.
  • Taxa aplicada — e, se houver várias, a base correspondente a cada uma.
  • Valor do IVA — o imposto liquidado.
  • Total com IVA — o valor que o cliente paga.

Quando a operação é isenta, a fatura tem de mencionar a norma que concede a isenção. Sem essa menção, o cliente não consegue justificar por que não há imposto e, numa inspeção, a empresa não consegue provar que aplicou o regime correto.

Para quem compra, a fatura é o único documento que permite deduzir o IVA suportado. Um talão de compras não serve para dedução, e uma fatura sem NIF do adquirente também não. É por isso que pedir fatura com contribuinte continua a ser a diferença entre recuperar ou perder 23 % numa despesa de empresa.

Erros comuns

  • Subtrair a taxa em vez de dividir. É o erro mais frequente e o mais caro em volume.
  • Aplicar a taxa do continente na Madeira ou nos Açores. As regiões autónomas têm taxas próprias.
  • Assumir que o IVA é sempre dedutível. Despesas sem fatura válida, ou de atividades isentas, não dão direito a dedução.
  • Confundir isenção com taxa zero. Uma operação isenta não liquida IVA e, em regra, também não permite deduzir o imposto suportado.

Perguntas frequentes

Como sei se um preço já tem IVA incluído?

Em Portugal, os preços ao consumidor são sempre apresentados com IVA incluído. Entre empresas, as faturas mostram a base tributável, a taxa e o valor do imposto em separado. Se tiveres apenas o total e quiseres a base, usa a operação «retirar IVA».

Porque é que a Madeira e os Açores têm taxas diferentes?

As regiões autónomas têm taxas de IVA próprias, mais baixas, por razões de insularidade e custo de vida. A Madeira aplica 22 %, 12 % e 5 %; os Açores aplicam 16 %, 9 % e 4 %. A taxa aplicável depende do local onde a operação é realizada.

Retirar 23 % é o mesmo que dividir por 1,23?

Sim, e é aí que muitos erros acontecem. Retirar IVA não é subtrair 23 % ao total: é dividir o total por 1,23. Num valor de 123 €, a base é 100 € e o IVA 23 €; se subtraísses 23 % ao total obterias 94,71 €, que está errado.

Que taxa se aplica a serviços?

A regra geral é a taxa normal (23 % no continente). Há serviços com taxa intermédia ou reduzida — por exemplo, certos serviços de restauração e alojamento — e há serviços isentos, como os de saúde e educação, nas condições previstas no Código do IVA.

Um trabalhador independente tem de cobrar IVA?

Em regra, sim, quando presta serviços a empresas ou particulares em Portugal e não está abrangido por um regime de isenção. Existem regimes de isenção para volumes de negócio reduzidos e isenções específicas por tipo de atividade. Confirma sempre com um contabilista.

O IVA que cobro é meu?

Não. O IVA é um imposto indirecto: cobras em nome do Estado e entregas a diferença entre o IVA das vendas e o IVA suportado nas compras com direito a dedução. Guarda todas as faturas para poderes deduzir.

Fontes

Taxas verificadas a 2 de novembro de 2026. Exemplo: 100,00 € de base a 23 % = 123,00 €.

Resultado indicativo.Não substitui aconselhamento profissional. Confirma sempre os valores nas fontes oficiais indicadas nesta página antes de tomar qualquer decisão.

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